Sônia Luz: Educação pública de Juazeiro do Norte
Hoje,
no Brasil a sociedade civil tornou-se um importante ator nas sociedades tanto
rurais como urbanas.
Nossa
Constituição Federal preceitua o direito á educação e inclui não só o acesso
mas sobretudo o direito a permanência, ao sucesso do estudante e a participação
na gestão democrática do ensino público.
Para
que isto se efetive na prática, torna-se imprescindível uma firme pactuação
entre a sociedade civil e o governo. O Conselho Municipal de Educação, é o
colegiado apto a ser o interlocutor desse processo com o governo
municipal pois além de ser uma instituição jurídica é também o responsável pela
definição do planejamento educacional (sistema e planos) e podem garantir o
direito a Educação Básica com qualidade social.
Juazeiro
necessita avaliar o perfil educacional da população; o atendimento escolar, os
índices de analfabetismo; os pontos críticos do atendimento e sua relação com
as condições de vida da população; os dados de evasão (principalmente de jovens
e adultos).
Esse
me parece o caminho sensato. Vários municípios cearenses vivenciaram este
caminho estratégico, optando pela metodologia de diagnóstico da situação real
da educação municipal.
Já
avançamos consideravelmente na qualidade do Censo Escolar, com o trabalho da
Cíntia que inclusive se mantem na gestão municipal. Juazeiro possui grandes
quadros na área educacional, muitos não estão atuando no seu município de
origem, mas atuando na UFC, URCA, Universidade Patativa do Assaré, FUNDETEC;
SEDUC/CREDE 19; FJN; Leão Sampaio e outras entidades educacionais.
Todos
os companheiros compromissados com as grandes transformações que Juazeiro ainda
necessita alavancar na melhoria de suas políticas públicas, podem e devem abrir
esse canal de entendimento e negociação, dando visibilidade ao processo
democrático, no envolvimento primordialmente a decisão política, a ação técnica
e o atendimento a demanda educacional.
Chegamos
ao VERDE ESCURO, passamos a ouvir os educadores, a respeitá-los e reconhecer os
verdadeiros talentos, a capacitar os gestores escolares e entender suas
singularidades; a ouvidoria abriu um canal de conversação e diálogo entre
estudantes, familiares e/ou responsáveis, núcleo gestores e educadores.
Necessitamos
estabelecer novas relações para um novo desenho dos Conselhos Escolares, APCs,
fortalecer os Grêmios estudantis, manter um diálogo transparente com o
Sindicato, Colegiados afins.
Nosso
dever de casa, me parece ser o de não retroceder aos pequenos mais tão
significativos avanços. Ter sempre o entendimento pleno que a Política de
Educação não é uma Política de Governo e sim uma Política de Estado, tal como
preceitua a Constituição Federal Brasileira e posta no Plano Nacional de
Educação vigente.
Que
nosso Grande Patriarca ilumine nossos gestores, ele que tanto lutou por esta
Cidade iluminada.
Sônia
Luz